setembro 20, 2007

Temos o deserto sobre o nosso domínio,
a imensidão do espaço
que se perde no tempo
e traz a explosão do nosso amor,
nos sentidos que nos consomem e tumultuam.
A paixão que nos absorve
e leva ao êxtase.
Espírito, carne...
- Tudo se confunde!
Libertação do inconsciente...

[máscaras que caiem]

Garras, as tuas mãos
que lavram o meu corpo,
plantam carícias, arrancam gemidos...
Terramoto que tudo abala.
Picos que se erguem,
ondas que me invadem...
Eis que me afundo
e de novo me ergo.

Salva!

Terra que me envolve,
braços que me apertam e me afagam,
amor que agora é nada.

Como tudo se acaba...

7 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

Tudo se acaba... nem tudo, mas quando acaba, acaba-se para um novo começo.

Sei que existes disse...

Lindo!
Tudo tem um princípio e um fim... ou uma mutação!...
Beijocas grandes

Carol disse...

Pois é! Já lá dizia o outro. "Tudo se transforma.".
O ser humano é que tem a mania de pensar no fim, como algo de definitivo. Mas, a verdade é que o fim não existe. Acredito, sinceramente, em reinícios. Beijos para os dois.

adrianeites disse...

é um ciclo...

Sol da meia noite disse...

Belíssima poesia!
Tudo temos, tudo confundimos, procuramos libertação... e tudo se acaba...

A vida se encarrega de nos ensinar a gerir todo este caos...

Muitos beijinhos!

Vieira Calado disse...

Poesia esbelta e sensível.
Bom fim de semana.

Carol disse...

Sol da meia noite e Vieira Calado: obrigada pelos elogios. Beijinhos e bom fim de semana a todos.