março 06, 2008

Guerra Fria

A noite veio e cobriu de breu
A nossa solidão.
As palavras amargas
Saíram disparadas,
Como balas de borracha.
Feriram, mas não mataram.
Trespassaram nossas emoções,
Destruiram ilusões.
O sol nasceu.
As nossas costas estavam voltadas,
As nossas raivas amansadas.
Ficou a frieza, o distanciamento.
Esperemos que a noite volte
Para ultrapassar a desilusão.

13 comentários:

Sol da meia noite disse...

Quanta desilusão...
Tantas vezes a sinto. E vou esperando o acontecer dum dia atrás do outro...

Beijinhos

Tiago R. Cardoso disse...

Estas guerras surgem sempre por pequenas coisa, gastam-se depois demasiadas munições e algumas balas pode ser mesmo mortais.

Fa menor disse...

Hoje, um mimo para ti:

"Que belos são os teus pés nas tuas sandálias,
ó filha de príncipe!"

In: Cântico dos Cânticos


Beijinho para ti, Mulher!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Carol
Neste Dia Internacional da Mulher e pela grande mulher que sinto e pressinto em ti, apenas te digo em relação ao teu poema magoado:

"PARA ALÉM da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada."

Alberto Caeiro


Um beijinho

Sniqper ® disse...

No silêncio das palavras...
Os corpos sentem e não mentem...
Gemem de dor pela ausência...
Voltando ternamente a ser um só corpo unido pelo amor...

Blondewithaphd disse...

Is it my impression or do I detect some desillusionment in your latest poems?

Lampejo disse...

Carol,

Sempre voltamos despedaçadas (os) por dentro dessa guerra.

Mas não deixe ficar nada.E se não for possível, guarde apenas o essencial elimine a data, o quando foi, não importa mais!

(a)braços e flores

Carol Barcellos disse...

O ferir e não matar é pior, penso eu...A frieza, o distanciamento, a morte das ilusões, traz a ausência. Só resta saber se é o que realmente queremos, ou não...

Beijinhos doces cristalizados, e uma semana maravilhosa!!! :o*

JOY disse...

Olá Carol

Isto do amor não é fácil.

Fica bem
Joy

Vieira Calado disse...

É verdade, amiga!
Todos nós esperamos o que se expressa no seu sentido poema: que volte alguma luz no fundo do túnel.
Neste momento estamos metidos bem dentro dele.
Pelo menos, essa é a minha opinião.
Beijinhos

quintarantino disse...

What's up, sis?

poetaeusou . . . disse...

*
Carol
,
noite
companheira
dos ciúmes . . .
,
brisas de iodo, deixo,
.
*

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá minha querida Carol, lindo o teu poema... Se o Vieira Calado não levar a mal, eu faço minhas as palavras dele!
Muitos beijinhos de ternura e carinho.
Fernandinha